Notícia

Eu gostei muito da matéria na coluna literária da Revista da Cultura e resolvi mostra-la aqui para compartilhar, espero que gostem e logo farei um vídeo que irei explicar coisas novas que farei no blog, serão poucas mudanças mais espero que sejam legais, beijos!



Para amenizar uma dor insuportável, a poesia no papel em branco foi a maneira que o jornalista e escritor Ricardo Viveiros escolheu para colocar para fora o que passara a sentir após a morte do filho e da neta em um acidente no trânsito. Assim começou a história do livro O poeta e o passarinho, lançado no fim do ano passado e o seu primeiro do gênero infantojuvenil.

O texto foi escrito há 15 anos, na mesma época da tragédia, mas ficou perdido dentro de um livro. “Quando o encontrei, reli e não parecia meu. Percebi o quanto foi importante para que eu enfrentasse e superasse a perda”, revela Viveiros. Ao mostrar ao amigo ilustrador Rubens Matuck, a história ganhou formas e cores incríveis, favorecendo a publicação.

Sensível, a metáfora poética trata a perda como algo comum à vida, sem revolta ou tristeza. “Escrevi o que eu achava dele e dela, então, é uma história de amor à vida, com ternura e esperança”, explica. E, como para todo pai, os filhos serão eternas crianças, a abordagem infantil surgiu naturalmente para Viveiros, que também levantou a importância de o tema ser tratado com esse público de forma inteligente e reflexiva.

Ziraldo escreveu, em um prefácio emocionado, que este é um livro que vai comover crianças e adultos, pais e filhos. E, de fato, tem acumulado fãs de todas as idades. “É uma história que veio da alma e da emoção, e o sucesso que está fazendo talvez seja devido a isso. A pessoa lê, se emociona e se envolve”, assume o jornalista, que prepara o segundo livro para crianças de tema também raro: a saudade.

LUTA POR JUSTIÇA
Durante o tempo em que o texto de O poeta e o passarinho ficou perdido, o desejo do escritor por justiça foi persistente – o motorista que provocou o acidente não prestou socorro às vítimas e ficou desaparecido. A insistência e, principalmente, a não desistência de Viveiros, resultou na localização do culpado pela tragédia e sua condenação – hoje, ele cumpre sua pena em liberdade por ser réu primário.

Outra vítima da violência no trânsito, Christiane Yared perdeu o filho em 2009, em um acidente causado por um motorista alcoolizado. Em junho de 2010, ajudou a fundar o Instituto Paz no Trânsito em Curitiba, que, além de apoiar famílias que passam pela mesma dor, luta pela conscientização da população.

Christiane ainda espera pela condenação do responsável pela morte de seu filho. “Para nós, que perdemos nossos filhos para assassinos de trânsito, a lentidão da Justiça é como um punhal cravado na alma”, afirma a presidente do instituto, que também defende o agravamento das penas para os crimes de trânsito com vítimas fatais.

“Atualmente, quem dirige embriagado e em alta velocidade sabe, ou tem condições de saber, que o controle da direção do veículo fica comprometido, facilitando a ocorrência de acidentes de trânsito. Sendo assim, o entendimento da Justiça para esses casos é de que o motorista responderá por homicídio doloso (conduta intencional)”, explica a assessora do Tribunal de Justiça de São Paulo, especialista em direito penal e processo penal, Gisele Porto Barros.

Porém, ela esclarece que essa é a decisão que tem prevalecido nos dias de hoje, mas que antigamente não era assim. Isso porque, no caso dos delitos cometidos na direção de veículo, ocorrem previsões do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997), que, por ser uma lei específica, prevalece sobre a regra geral contida no Código Penal, e tratam as condutas como culposas (não intencionais).

A solução para questões como essas derivam de muitos pontos ainda deficientes no país, mas o princípio deve ser a educação, como completa Ricardo Viveiros. “Não há nada que possa ser mais vital para um povo do que a educação e a conscientização. O investimento em programas educacionais deve acontecer. Estamos conscientes de que há possibilidade de mudanças reais e concretas.”

3 comentários:

Mar disse...

já assistiu o filme " O Homem do Futuro"???
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E confira!!!

Renata disse...

Que linda essa postagem! Adorei! É até uma lição, realmente muito linda.
Obrigada pela parceria!
Beijos, Renata :]

Bárbara Murat disse...

Olá :)
Belo modo que ele achou de "diminuir" a dor. Espero que a justiça seja feita, rs.
Beijos.